Chora, neném

August 29, 2005

Minha infância pode ser definida por alguns poucos fatos que até hoje estão na boca de minha memória.

Além das tardes na frente da TV, ou ao computador, posso lembrar do tetracampeonato e de uma figura muito singular do Forte e Boqueirão da Praia Grande: o homem das queijadinhas.

Não sei o seu nome, tampouco seu passado, mas é certo que alguns dias da semana, à tarde, eu parava tudo e ouvia “Chora, neném! Que a mamãe compra e o papai é quem paga. Eu já vou embora!” Eu ia até a janela olhá-lo; ele com sua sacola de vime, sua perna mancando, seu banquinho na mão.

Poucas vezes eu comprei suas queijadinhas, mais provável que não tenha mesmo, já que quando criança tinha preconceito contra queijo, mas ao revê-lo mais de 12 anos depois, tudo isso voltou e bateu uma saudade..

3 Comments »

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  1. “A vida com uma porção de coisas que eu não entendia bem
    Terras que não sabia onde ficavam
    Recife…
    Rua da União…
    A casa de meu avô…
    Nunca pensei que ela acabasse!
    Tudo lá parecia impregnado de eternidade”

    Comment by mariana — August 29, 2005 @ 3:14 am

  2. para ser sincera, não sei quem é o tal do homem das queijadinhas…mas me lembro do homem do amedoim…mas que não vem ao caso..pois é de fato constrangedor..bem, até mais..

    Comment by Tita — August 29, 2005 @ 10:30 pm

  3. About Dietrine

    Comment by About Dietrine — June 14, 2007 @ 1:26 pm

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